domingo, 19 de julho de 2015

20 de Julho SANTO ELIAS NOSSO PAI

Elias o primeiro monge, instituiu a vida monástica por inspiração de Deus. Do retiro de Elias no deserto.
Do duplo fim da vida eremítica.

Este Elias, Profeta de Deus, foi o primeiro de todos os monges que têm existido e nele teve princípio a santa e gloriosa  instituição monacal.
Com a ânsia que sentia pela divina contemplação e o veemente desejo de adiantar-se na virtude, se foi para longe das cidades e despojando-se de todos os interesses terrenos e mundanos, se propôs começar a viver a Vida Eremítica, Religiosa e Profética, consagrando-se a ela,como nenhum então, o havia feito. 
Com a inspiração e impulso do Espírito Santo, começou a vive-la e a instituiu.
Aparecendo-lhe o senhor, lhe mandou fugisse dos povoados dos homens e se escondesse das gentes, no deserto e vivesse daí em diante a Vida Monástica, do modo que Ele lhe havia inspirado.
Isto se prova claramente com as palavras da Sagrada Escritura. Referindo-se a isto lemos no Livro dos Reis:
"E dirigiu o Senhor a Sua palavra a Elias dizendo: Retira-te daqui e vai para banda do oriente, e esconde-te junto da Torrente de Carit, que está defronte do Jordão. E lá beberás da Torrente; e Eu mandei aos corvos que te sustentem ali mesmo" (1 Reis 17,2-4). O Espírito Santo pôs em Elias um veemente desejo de executar o tão santo e tão conveniente mandato que lhe havia inspirado, e o escolheu e fortaleceu para que pusesse em obras tão desejadas promessas.
Os religiosos Monges Eremitas tanto mais devemos meditar cada uma destas palvras, não só no sentido literal histórico, senão no místico principalmente, e com tanta maior solicitude, quanto que nelas se encerra mais perfeita a Instituição, isto é: o modo de vida para chegar à perfeição profética e ao fim da vida religiosa eremítica.
Esta vida de perfeição religiosa encerra dois fins: um, podemos alcançar com nossos esforços e o exercício das virtudes, ajudados da Divina Graça. Este fim consiste em oferecer a Deus o coração santo e limpo de toda a atual mancha de pecado.
Conseguimos este fim quando somos já perfeitos e estamos em Carit, ou seja: quando nos achamos escondidos naquela caridade da qual disse o Sábio: "A caridade cobre todas as faltas" (Prov X,12).
Mostrando o Senhor a Elias que queria chegasse a este fim da caridade lhe disse: Te esconderás na Torrente de Carit.
O outro fim da vida santa eremítica é dom totalmente gratuíto de Deus e que Ele comunica à alma. Consiste em que, não só depois da morte, senão ainda nesta vida mortal, possa saborear no afeto do amor e no gozo da luz do entendimento, algo sobrenatural do poder da Presença de Deus e do deleite da Eterna Glória. Isto quer significar beber da torrente da delícia Divina. Deus prometeu este fim a Elias ao dizer-lhe: E aí beberás da Torrente.
Para conseguir estes dois fins há de abraçar o monge a vida profética e eremítica como disse o Profeta: Nesta terra deserta, e sem água, me ponho em Tua presença, como se estivesse no Santuário para contemplar teu poder e tua glória (Sl 62, 2-3).
( De: Institutione Primorum Monacorum)

(Imagem e texto abaixo - site dos Carmelitas Eremitas )

O Profeta Elias


   O Santo Profeta Elias, é considerado o iniciador desse nosso
 gênero de vida, por isso nós o chamamos de Pai. Este homem
de Deus foi suscitado para ser como um fogo, através de
seu ardor profético. Contemplativo solitário estava sempre na
presença de Deus, conforme dizia: vive o Senhor em cuja presença
estou! Deixou o seu zelo como herança aos profetas que o sucederam,
sendo o primeiro, Santo Eliseu. Foi poderoso na oração e amigo
de Deus. Arrebatado num turbilhão de fogo, ele nos
 ensina a buscar as coisas celestes. Como filhas dos profetas,
esperamos receber a dupla porção do seu espírito e arder de zelo e
 de amor pelo Senhor Deus dos exércitos.

   Elias é o Profeta solitário que cultiva a sede por seu Único Deus e vive em Sua Presença. É o contemplativo rapitado pela paixão ardente e absoluta por Deus. Cuja Palavra ardia como uma tocha.

     O Carmelita aprende de Elias a ser uma alma de deserto, com um
 coração indiviso e que sempre está ante a Presença de Deus,
totalmente dedicado ao serviço de Deus, aquele se comprometeu,
se decidiu por Deus e por seus interesses -a salvação das
 almas- e vive somente desse grande amor.

Colaboração Ir. Nilza do Carmo



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