terça-feira, 4 de novembro de 2014

Você conhece a história do Anjo que apagava os pecados?


Você conhece a história do Anjo que apagava os pecados?

Por um indigno escravo de Nosso Senhor

S. João Clímaco foi Pai e Mestre do Mosteiro do Monte Sinai, no século VII.

São João Clímaco
Naquele deserto viviam centenas de monges que passavam santamente a vida a rezar e a trabalhar.

Certo dia chegou ao Mosteiro um rapaz. Bateu e abriram-lhe aquelas portas que para ninguém se fechavam. Dirigiu-se ao Superior, a quem disse:

– Meu Padre, sou um grande pecador, mas Deus tocou-me o coração. Venho arrependido, fazer penitência neste Mosteiro.

Quero que o exemplo de tantos santos que aqui vivem me encoraje, a fim de me fazer santo também.

Meu Padre, tenha pena de mim e receba-me no número dos seus servos.

– Meu filho, – respondeu S. João Clímaco – bendito seja Deus que te abriu os olhos para conheceres a gravidade das tuas culpas.

Entra neste santo abrigo e procura com a oração e a penitência reparar os antigos erros. 

– Meu Padre – acrescentou o jovem penitente – Deus lhe pague tanta caridade. Vou pedir-lhe um favor: quero que me dê licença de fazer uma confissão pública.

Quero confessar todos os meus pecados diante destes piedosos monges. Ao ouvirem tantas misérias, terão compaixão de mim e rezarão pela minha perseverança.

S. João Clímaco julgou conveniente satisfazer os desejos daquele jovem arrependido, e mandou que os frades se reunissem na sala do convento. Já estão todos sentados nos bancos de madeira, as cabeças cobertas com os capuzes e as mãos escondidas nas mangas dos hábitos.

O rapaz  pôs-se de joelhos no meio da sala, e quando dos olhos brotaram duas lágrimas, começou a declarar os seus enormes desvarios.

Havia naquele grande salão um altar e sentado ao seu lado encontrava-se um velho frade a quem todos veneravam como santo.

Enquanto o pecador ia dizendo as suas faltas, o santo velhinho tinha os olhos cravados no altar, como se estivesse a contemplar alguma cena. E sorrindo com muita suavidade, dava sinais de grata surpresa.

Acabada a confissão pública, os piedosos monges voltaram para a vida diária dando graças a Deus pela Sua misericórdia, que assim convertia os corações afundados no negro abismo dos pecados, fazendo brilhar neles a luz da santidade.

S. João Clímaco chamou à parte aquele santo velho que tinha estado todo o tempo a contemplar qualquer coisa no altar com os olhos radiantes de gaudio. E perguntou-lhe se o Senhor Deus o tinha favorecido com alguma visão.

– Sim, meu Padre – respondeu o velhinho – enquanto aquele jovem penitente ia declarando suas faltas confessando-as com tantas lágrimas, contemplei um Anjo no altar.

Tinha um livro na mão no qual estavam escritos todos os desmandos daquele jovem. À medida que ele os ia declarando, vi que o Anjo os apagava com a sua mão bendita. E o livro ficou limpo e branco, como a alma daquele pecador arrependido.

S. João Clímaco chamou o rapaz e contou-lhe aquela graça, para que assim aumentasse a sua consolação e a confiança na misericórdia de Deus.

E concluiu: — Coragem, meu irmão! Agora és santo. Tens a alma branca como no dia do teu Batismo.

Persevera na oração e na penitência para agradeceres ao Senhor a sua infinita bondade.

Fonte: a-grande-guerra.blogspot
 
Você conhece a história do Anjo que apagava os pecados?

Por um indigno escravo de Nosso Senhor
S. João Clímaco foi Pai e Mestre do Mosteiro do Monte Sinai, no século VII.
São João Clímaco
Naquele deserto viviam centenas de monges que passavam santamente a vida a rezar e a trabalhar.
Certo dia chegou ao Mosteiro um rapaz. Bateu e abriram-lhe aquelas portas que para ninguém se fechavam. Dirigiu-se ao Superior, a quem disse:
– Meu Padre, sou um grande pecador, mas Deus tocou-me o coração. Venho arrependido, fazer penitência neste Mosteiro.
Quero que o exemplo de tantos santos que aqui vivem me encoraje, a fim de me fazer santo também.
Meu Padre, tenha pena de mim e receba-me no número dos seus servos.
– Meu filho, – respondeu S. João Clímaco – bendito seja Deus que te abriu os olhos para conheceres a gravidade das tuas culpas.
Entra neste santo abrigo e procura com a oração e a penitência reparar os antigos erros.
– Meu Padre – acrescentou o jovem penitente – Deus lhe pague tanta caridade. Vou pedir-lhe um favor: quero que me dê licença de fazer uma confissão pública.
Quero confessar todos os meus pecados diante destes piedosos monges. Ao ouvirem tantas misérias, terão compaixão de mim e rezarão pela minha perseverança.
S. João Clímaco julgou conveniente satisfazer os desejos daquele jovem arrependido, e mandou que os frades se reunissem na sala do convento. Já estão todos sentados nos bancos de madeira, as cabeças cobertas com os capuzes e as mãos escondidas nas mangas dos hábitos.
O rapaz pôs-se de joelhos no meio da sala, e quando dos olhos brotaram duas lágrimas, começou a declarar os seus enormes desvarios.
Havia naquele grande salão um altar e sentado ao seu lado encontrava-se um velho frade a quem todos veneravam como santo.
Enquanto o pecador ia dizendo as suas faltas, o santo velhinho tinha os olhos cravados no altar, como se estivesse a contemplar alguma cena. E sorrindo com muita suavidade, dava sinais de grata surpresa.
Acabada a confissão pública, os piedosos monges voltaram para a vida diária dando graças a Deus pela Sua misericórdia, que assim convertia os corações afundados no negro abismo dos pecados, fazendo brilhar neles a luz da santidade.
S. João Clímaco chamou à parte aquele santo velho que tinha estado todo o tempo a contemplar qualquer coisa no altar com os olhos radiantes de gaudio. E perguntou-lhe se o Senhor Deus o tinha favorecido com alguma visão.
– Sim, meu Padre – respondeu o velhinho – enquanto aquele jovem penitente ia declarando suas faltas confessando-as com tantas lágrimas, contemplei um Anjo no altar.
Tinha um livro na mão no qual estavam escritos todos os desmandos daquele jovem. À medida que ele os ia declarando, vi que o Anjo os apagava com a sua mão bendita. E o livro ficou limpo e branco, como a alma daquele pecador arrependido.
S. João Clímaco chamou o rapaz e contou-lhe aquela graça, para que assim aumentasse a sua consolação e a confiança na misericórdia de Deus.
E concluiu: — Coragem, meu irmão! Agora és santo. Tens a alma branca como no dia do teu Batismo.
Persevera na oração e na penitência para agradeceres ao Senhor a sua infinita bondade.

Colaboração Ir. Nilza do Carmo

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