domingo, 16 de novembro de 2014

Senhora do Lugar!

        A SENHORA DO LUGAR

                          

A FÓRMULA E O RITO DA PROFISSÃO RELIGIOSA

O carmelita do século XII, em perfeito acordo com o espírito mariano da Ordem, emitia a própria profissão religiosa com uma fórmula na qual figura o nome da Virgem: “Eu prometo obediência...a Deus e à Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo”. Esta fórmula, que se encontra nas Constituições de 1281, é ainda de época anterior e situa-se no rito da profissão religiosa intencionalmente estruturada, de acordo com a cerimônia da “homenagem” feudal.
Com esta fórmula, o Carmelita daquele tempo pretendia fazer um pacto, não somente com Deus, mas, também com a Virgem Maria e portanto, prometer a própria consagração a seu serviço para estar seguro da sua maternal proteção. Além de todo este significado, a praxe de colocar o nome de Maria na fórmula da profissão era também comum a outras Ordens, como expressão do desejo e empenho dos religiosos de serem fermento de reforma contínua num contexto eclesiológico vital. Portanto, emitir os votos prometendo a Deus e à Bem-aventurada Virgem Maria impulsionava o Carmelita a ser “pedra viva” no Corpo Místico de Cristo, a Igreja.
  DIVERSAS FORMAS DA PRESENÇA DE MARIA NA HISTÓRIA E NA VIDA DO CARMELO
A ligação entre os Carmelitas é encontrada nas origens, no fato da dedicação de sua primeira igreja no Monte Carmelo à Virgem Maria. Tal fato nasce de um dinamismo que leva à escolha da proteção mariana e tem profundas consequências jurídicas, ascéticas e espirituais para o Carmelita medieval. É sob a forma da “Senhora do Lugar”, a “Patrona” que encontramos inicialmente a presença da Virgem Mãe de Deus, no início do Carmelo.
ü  o forte cristocentrismo que informa toda devoção mariana no Carmelo;
ü  a tomada de consciência, por parte dos Carmelitas, da função de Maria (a Mãe do Senhor , a Senhora do lugar) no mistério de Cristo e da Igreja. Isto leva à descoberta da relação entre Maria e o Monte Carmelo, alimentada com referências bíblicas e com tradições locais.
ü  a escolha de Maria Virgem Mãe de deus, a Senhora do lugar, como Patrona (Padroeira) com consequências de decisiva importância.
ü  possivelmente também a inspiração para a própria vida espiritual com relação, sobretudo à virgindade de Maria, tornando-a sob a realidade de “via pulchritudinis” (= o caminho da beleza).
Estes conceitos iniciais vão se repetindo no decorrer dos séculos, com explicitações diversas, acentuando-se sempre os conteúdos específicos. Ao longo da vida do Carmelo a presença de Maria tomou diversas formas, influenciando assim a sua história.
São as seguintes as formas:
* Maria Patrona: Mãe do Senhor, Senhora do lugar, da Terra Santa (séculos XIII-XIV).
* Maria Virgem Puríssima: a Virgem, a Imaculada, a “tota pulchra” (= toda bela), a “mulher do Apo-calipse”, também unida à figura da Mãe do Redentor (séculos XIV-XV).
* Maria, Senhora do Escapulário: aquela que livra do purgatório, e preserva do inferno (século XVI até nossos dias).

Colaboração Ir. Nilza do Carmo




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